Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Continue a nadar!


Eis que arrancam fora à força outro pedaço de mim. Em menos de um ano, uma avó e uma melhor amiga. Quê mais?! Sinceramente, estou com medo da próxima cartada. Não que eu esteja enfurecida com a tal “Justiça Divina”... Talvez se nossa cultura fosse diferente, sofreríamos menos com a morte dos queridos... ou não.

Como não ficar triste se tudo me lembra ela? Todos os lugares que vou, comidas que como, músicas que escuto. É claro que sou feliz por tê-la conhecido, por termos desfrutado momentos maravilhosos juntas, por eu ter sido amiga da amiga mais companheira, gentil, generosa e meiga que alguém pode ter, mas ainda não faz sentido, ainda tenho que segurar o choro.

Às vezes parece que é um desrespeito o mundo continuar girando depois de uma tragédia como essa. Quando a tragédia é anunciada no telejornal, você não dá a mínima moral... até a tragédia matar sua melhor amiga.

Mas a vida tem que seguir, a gente tem que sorrir ‘apesar de’, fingir que está tudo bem, não é mesmo?

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." (Charles Chaplin)


Domingo, 8 de Março de 2009

Cansei.

Tenho que parar com essa "mania" de me preocupar com as pessoas, de ser "mãe" demais. Estou cansada de saber que não adianta tentar ajudar quem não quer ser ajudado, mas simplesmente não consigo ignorar e não me chatear vendo um amigo se destruir. Destruir sua vida, seu corpo, suas oportunidades, sua relação com a mãe.

Tem gente que não pensa no futuro além do showzinho de sábado, da próxima tatuagem, da próxima merda a ser feita. Não perde tempo pensando quem vai pagar suas contas, resolver seus problemas.

Não que eu seja perfeita, longe disso.

 

Aqui jaz um post clichê.  


♫ Wilco - A shot in the arm

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Trusting issues

Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, "o ser humano possui uma atração doentia pela verdade". Sartre considera que o desejo na verdade aparece muito cedo nos seres humanos e se manifesta como vontade de confiar nas coisas e nas pessoas, isto é, de acreditar que as coisas são exatamente como o indivíduos às percebe e o que as pessoas lhe dizem é digno de confiança e crédito. 

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

NÃO!

NÃO FAÇAM ENGENHARIA ELÉTRICA.
NEM INDIQUEM A NINGUÉM.

Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

So I'm callin' angels

Meu anjo da guarda é muito bróder.


Só pra constar.

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Guest List

Are you one of the beautiful people? Is my name on the list? Wanna be of the beautiful people, wanna feel like I'm missed. I wish I had my own walkie-talkie that reached to god every night. Everyone needs to be somebody, everyone needs to find someone who cares, but I don't know if you know what I mean cause I'm never on your list.

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

She's gone.


Eu nunca tinha lidado com a morte de ninguém próximo. Conheci meu avô paterno um, dois dias antes de ele morrer e na época eu era muito nova pra entender, então foi normal, à medida que uma morte pode ser lidada normalmente por uma criança.
Ano passado quando descobriram o câncer no rim da minha avó, não contei pra ninguém, eu falava pra mim mesma que ia dar tudo certo e realmente deu. Ela tirou um rim e durante o processo pós-operatório ficou muito fraca, mas depois voltou pra casa e consequentemente pra vida de sempre (com menos sal).
Aí esse ano, no último domingo que ela fez janta pra mim, cheguei lá na casa dela e ela já tava reclamando de uma dor muito forte no joelho. Na manhã seguinte (segunda-feira), ela foi internada, porque a dor se tornou insuportável. Foram feitas punções no joelho por causa da artrose. As pernas estavam muito inchadas, a circulação estava muito ruim por causa da sobrecarga em cima de um rim só e o nefrologista foi negligente, nem foi no hospital vê-la (isso porque o seguro de saúde dela é o mais caro). Fui lá passar o dia com ela em um domingo e essa foi a última vez que a vi. O estado dela foi piorando cada vez mais e a transferiram pra UTI na segunda. No dia que eu planejava visitá-la na UTI, a sedaram.
Desde que me entendo por gente ela falava ‘Ah, mas essas dor só sara quando juntar as perna de vez!’, “baiana arretada” que era. Pra mim ela era e vai ser sempre eterna, porque não existe minha vida sem a vida dela. Não existe dia de domingo sem a comida dela (a melhor do mundo por sinal). Às vezes parece que nada aconteceu e que domingo continua sendo o dia de ir jantar na Vovó Beth. Foi surpreendente como consegui ser tão indiferente toda vez que minha mãe chegava com uma notícia pior durante esse tempo em que ela esteve doente. Eu simplesmente não sabia, nem queria lidar com aquela situação, vê-la tão mal e frágil, ela que sempre fez tudo por mim, por todos.
Fico imaginando como deve ser pra um ateu lidar com a morte de alguém. Eu, como espírita, tento vibrar pra que ela fique bem, pra que ela esteja numa colônia espiritual legal acompanha de espíritos legais. Pra minha dindinha, que é católica, ela deve ter ido pro Céu falar com São Pedro pra ver se ela podia entrar lá e viver feliz pra sempre com meu avô até o dia do Juízo Final, ou algo do tipo. Mas e pra quem não acredita em nada? A sensação de “Cabô o mi, cabô a pipoca.”/ “Game over” / “It’s over” / “This is the end, beautiful friend, the end.” / “The End” deve ser insuportável. Quando penso que nunca mais vou poder abraçá-la, não nessa vida, dá um nó na garganta muito fudido, contudo ainda me resta a esperança de vê-la em outros planos. Agora pra quem não acredita em um encontro pós-vida, seja lá qual for sua natureza, o adeus é (deve ser) doloroso demais.
Minha primeira palavra foi ‘Foffó!’, quando ela tava trocando minha fralda.